quinta-feira, 14 de junho de 2018

Boletim


  Iniciou-se o presente procedimento através do Boletim de Ocorrência nºxxxxxxx e demais peças que o instruem, pois, em 16/05/2018 , compareceram nesta unidade policial as testemunhas G. e F., informando que, desde o dia 24/04/2018, não conseguem contato telefônico nem pessoal com sua irmã Z., moradora da avenida x, nº xx, bloco x, ap. xxx, Rebouças, Curitiba.
Diante da conduta suspeita do sobrinho, as testemunhas acionaram a Polícia Militar. No local, os policiais sentiram odor pútrido, bem como cheiro de maconha. Eles, então, invadiram o apartamento.
No interior do imóvel, estava apenas T.. A casa encontrava-se toda desarrumada. Havia velas, copos, incensos e pontas de cigarros de maconha. Como as desculpas e respostas do rapaz eram desconexas, foi acionado o Dr. P., delegado do 1º Distrito.
  A autoridade determinou a preservação do local, acionando a equipe de perícia do I.C. de Curitiba. Preliminarmente, o perito criminal encontrou alguns objetos como tampas de vaso, faca, martelo, corrente e amostras de sangue na soleira do banheiro e no tapete. Foram apreendidos ainda cartões de banco e comprovantes de compras feitas nos últimos dias, além de um caderno universitário com várias anotações de T..
Foi verificado que, ao longo do tempo de desaparecimento de Z., o filho apresentou comportamento estranho e, toda vez que era questionado sobre o paradeiro da mãe, dava uma versão diferente.
Por causa da conduta de T. e das possíveis manchas de sangue, foi representada pelo delegado P. a decretação da prisão temporária do rapaz junto ao Plantão Judiciário, o qual expediu mandado de prisão temporária por 30 dias, a partir de 16/05/2018.
As vizinhas, Sra. I. e Sra. M, que eram amigas da vítima, em resumo, afirmaram que, a partir do dia xx/04/2008, não viram mais a Sra. Z. e sabiam que o filho desta era pessoa de comportamento estranho. Tal comportamento agravou-se após o desaparecimento da mãe. O jovem passou a fazer uso frequente de desodorizadores de ambiente Bom Ar, mesmo saindo do interior do apartamento odor fétido. Os porteiros do condomínio J. , U., A. e F. afirmaram que T. saiu um dia, à tarde, com duas mochilas. Após algumas horas, retornou sem elas. Ainda disseram que era frequente ver T. jogando pequenas sacolas na lixeira do prédio.
No apartamento, a perícia utilizou um produto da marca "Bluestar Forensic", sendo este reagente a sangue. Isso revelou a presença da substância nos rejuntes dos pisos e rente ao batente do banheiro, no mesmo ponto da soleira. No total, foram localizados 14 pontos de reação com sangue, sendo que eles estavam no quarto de Z., no banheiro, no hall entre os quartos e o banheiro, no corredor da saída do apartamento, no hall externo do apartamento, na porta e no interior do elevador.
Pesquisas junto ao IML de Curitiba constataram que, em data posterior ao desaparecimento da vítima, foi localizada, às margens do Canal Belém, uma mão humana, conforme boletim de ocorrência nº xxxxxxx, registrado no 5º DP de Curitiba. No depoimento do policial militar que atendeu a ocorrência, consta que a mão foi encontrada em estado de putrefação, mas que, pelas suas características, poderia ser a mão de uma mulher.
O IML informou que a referida mão já havia sido sepultada, sendo retirado dela um fragmento ósseo para exame, haja vista que foi impossível colher impressão digital.
Foi então solicitado um mapa da região junto à Secretaria de Obras de Curitiba, no qual foi constatado conexão espacial entre os córregos próximos à residência da vítima e o local onde foi localizada a mão humana. Também foi solicitada e recebida a autorização do 5º DP para a utilização do fragmento ósseo na investigação.
Os objetos apreendidos no apartamento da vítima, bem como o fragmento ósseo, foram encaminhados ao Instituto de Criminalística Sede para exame de DNA, sendo utilizado para confronto sangue fornecido pela irmã da vítima e sangue fornecido por T., filho da vítima temporariamente preso nesta unidade. 
  A prisão temporária de T. foi prorrogada por mais 30 dias, sendo a partir de 12/06/2018.
T. confessou espontaneamente ter tirado a vida de sua mãe Z., tendo, inicialmente, a agredido com socos no rosto e, depois, a facadas. Posteriormente, ocultou o corpo da mãe, esquartejando-a e jogando as partes no canal Belém, próximo à sua residência.
  O interrogando informou que, no domingo, dia 26/03/2018, depois do meio dia, estava sentado em seu quarto, na cama, e viu uma luz verde. De dentro dessa luz , viu um vulto. Era o espírito de sua mãe, que o ameaçava. Dizia que iria matá-lo e cortar sua cabeça. O espírito ainda agrediu o interrogando, chamando-o de "filho da puta". A fisionomia do vulto era semelhante à de um demônio.
Há tempos T. sentia que iriam fazer algo de mal contra ele. Por isso, escondeu uma faca na parte de trás do sofá. Após ver o espírito dentro da luz verde, percebeu que a única maneira de se salvar seria matar sua mãe, para que o espírito dela não o matasse. O interrogando então pegou a faca do sofá e colocou em cima da televisão de seu quarto, que é próximo ao corredor. Ele premeditou o fato: primeiro daria socos no rosto da mãe para que ela desmaiasse, depois a retiraria do quarto e cortaria a cabeça com a faca, que estava em cima da TV. Foi isso que T. fez. A porta do quarto estava aberta e sua mãe dormia, entre as 10h e 12h do domingo, deitada de lado e encolhida, vestindo camisola branca e calcinha preta. Foi quando o interrogando ficou ao lado da cama e começou a desferir vários socos no rosto de sua mãe. Aproximadamente sete ou oito, fazendo-a sangrar a região do olho. Ela começou a gritar por socorro. Por isso, T. tampou sua boca, agarrando a cabeça com a outra mão e arrastando-a da cama para o corredor, até a porta de seu quarto. Foi quando o rapaz pegou a faca sobre a televisão, agachou ao lado de sua mãe e, segurando a cabeça dela pelos cabelos, começou a degolá-la, passando a lâmina rapidamente e com força em seu pescoço, para que parasse de gritar e agonizar.
  Muito sangue jorrou, mas T. empurrou a cabeça com o pescoço cortado para o interior do banheiro, onde a limpeza seria mais fácil. A mãe se debatia muito, mas, pouco a pouco, foi sossegando e ficou imóvel.
O rapaz então seguiu seu plano. Com a faca, separou a cabeça do corpo. Degolando a mãe por completo. Respondeu que, enquanto cortava a cabeça, ouvia sons similares a grunhidos, saindo da boca e do pescoço.
Quando chegou na região da coluna, girou a cabeça em sentido contrário para facilitar o corte final, separando-a por completo. O interrogando estava com muita raiva da mãe. Arrastou o cadáver para dentro do box e, imediatamente, começou a cortá-lo com a faca. Quebrou as juntas das pernas, forçando os membros com as mãos. Enquanto fazia isso, socava e pisoteava o corpo. Sua raiva era realmente muito grande.
  De repente, lembrou-se do que leu sobre anatomia, no livro de Wander Graaf - havia estudado durante um ano para ser tecnólogo em radiologia médica. Disse que, como era necessário muito esforço para cortar e separar as partes _ e sua preocupação em dar sumiço à vítima era grande, foi cortando-a aos poucos. Começando, se não lhe falhe a memória, pelos braços. Depois de tê-los cortado, T. os botou em um saco plástico. Escondeu parte dentro da calça, parte sob a camiseta. Para disfarçar, usou uma blusa de tac-tel azul-marinho e saiu com os dois cães poodle. Deixou o prédio pela portaria. Subiu a rua, virou à direita, desceu para a rua de baixo e chegou ao canal. Onde rasgou o saco e jogou os membros. Enquanto fazia tudo isso, fumava maconha.
  Durante alguns dias, o interrogando usou o mesmo procedimento. Livrava-se de pedaços da mãe fumando um baseado e passeando com os cachorros. No apartamento, para que o cheiro não ficasse muito forte, acendia o incenso "Cristo" e outros. Também usava "Bom Ar". Relatou que, quando cortava o corpo, deixava o ventilador e chuveiro ligados. Para que, além de limpar a sujeira, o cheiro também se dissipasse.
  Quando o rapaz chegou ao tronco, abriu a barriga e pegou as vísceras e os órgãos. Pouco a pouco, foi fritando-os "em panelas pretas, até secar" com óleo de girassol. Depois, deixava tudo esfriar e colocava em sacos de lixo. Que jogava na lixeira do prédio.
  Ao fritar os órgãos e as vísceras, fechava a porta da cozinha, acendia vários incensos, usava Bom Ar e borrifava talco pelos quartos. Limpava o sangue com panos e jornais. Às vezes, jogava os jornais sujos de sangue no córrego, junto com os pedaços de corpo.
Não se lembra bem de quando jogou a cabeça no rio. Se no início do esquartejamento, no meio ou no fim. Este "trabalho" durou cerca de sete ou oito dias.
  O interrogando pensava em tudo para não ser pego. Não se livrou do corpo em dois dias porque poderiam suspeitar de saídas constantes. Disse, inclusive, que colocava os membros e as vísceras fritas em sacos de supermercado virados do avesso _ se alguém os visse em alguma lixeira, não identificaria de que mercado eram.
  Respondeu que sua mãe mantinha um armário trancado com corrente, tendo em vista que sempre furtava dinheiro dela para comprar maconha. Como a mãe já estava morta, o rapaz arrombou o armário e pegou os cartões. Fez duas compras nos supermercados Condor e Carrefour. A mercadoria que comprou no último, levou para casa de táxi. Adquiriu, principalmente, produtos de limpeza, cosméticos e Bom Ar. Também um par de luvas amarelas, que usava tanto para esquartejar o cadáver quanto para lavar a louça.
  O rapaz diz que pensava na mãe e até chegou a acender um incenso Cristo no quarto dela. Mas como ela e seu espírito iriam matá-lo, achou melhor matá-la primeiro. Por isso acredita que não cometeu crime e agiu em legítima defesa, já que sofria agressões "verbais e espirituais". Alega que fez tudo sozinho, não havendo participação de ninguém. Que inventou várias versões de uma história sobre a mãe ter ido viajar e escreveu tudo em um caderno, para ler no caso de pessoas perguntarem a respeito dela. O telefone foi desligado da tomada.
  A relação entre o interrogando e a mãe era de amor e raiva. Ela era uma boa pessoa. Fez tudo pelo filho no que diz respeito a estudos, comida e carinho. Mas era uma muito controladora. Não o deixava ter amizades. Controlava o horário para evitar que ele usasse maconha. Não lhe dava dinheiro, pois sabia que poderia comprar a droga.
T. ainda diz que a mãe bebia. Ficava quase todo dia deitada e bebendo. Em festas, era sempre vexame. O interrogando se sentia mal quando via a mãe bebendo na frente dos outros. Mas a maior raiva que tinha dela era por não entendê-lo "espiritualmente". Diz que tiveram várias discussões porque queria dinheiro para seguir sua vida, ter uma namorada, ser independente. Mas ela não lhe dava. E ele queria um apartamento para morar sozinho.
  Reconhece que sabia que sua mãe possuía um seguro de vida, do qual era beneficiário, em torno de cem a duzentos mil reais. Afirma que não a matou por causa desse dinheiro, mas, se recebesse o valor, iria usá-lo. Diz também que pegou as fotos que estavam na estante da mãe, com ele e outras pessoas, e recortou as partes em que ela aparecia, pois, como já a havia matado, não precisava de suas fotografias. Além disso, queria fazer um novo mural, sem sua mãe.
  O interrogando jogou fora os objetos da casa de cor preta e vermelha, pois não gosta dessas cores. Responde que comprou novos tapetes porque, após ter matado a mãe e se livrado do corpo, queria começar uma vida nova. Nega estar arrependido do que fez porque "não tem do que se arrepender" e diz que faria tudo novamente. Segundo ele, a mãe atrasava sua vida, privava-o de ser feliz, pois não lhe dava dinheiro para comprar um apartamento e um carro como um "Golf ou um Toyota".
T. pretende agora tocar sua vida para frente. Como o acontecido foi longo e cheio de detalhes, ele se dispôs a ir até o local. Lá, mostrou tudo que fez e como fez. 
  O indiciado T. foi interrogado em aditamento e respondeu que, logo após ter decapitado a mãe, retirou os dois olhos dela com uma faca. Um dos olhos foi furado. Deixou os dois dentro do box do banheiro. Iria guardá-los de recordação. Mas acabou fritando-os na panela, como fez com os outros órgãos e vísceras. Afirma que não comeu nenhum pedaço. Jogou tudo fora com o restante do corpo, após ter secado.
  Ele se recordou do que fez com a cabeça da mãe: lavou-a, secou e colocou em um saco do supermercado Goez.  Depois escondeu sob a camiseta e a jaqueta azul. Como ficou um pouco barrigudo, encolheu a barriga, curvou os ombros para frente e foi até o córrego com os dois poodles. E jogou a cabeça de cima da ponte.
  Em relação ao tronco, diz que, após ter retirado os órgãos e vísceras, ficou oco. Restou apenas a carcaça da caixa torácica. Depois de tê-la embrulhado, também jogou no rio, arremessando-a de cima da ponte. De acordo com ele, o embrulho ficou encalhado em algumas pedras do córrego. Após ter retornado para casa, ficou pensando em voltar lá e desenroscar o embrulho. Porém, durante a noite, choveu muito. No dia seguinte, quando retornou ao local, a correnteza já o havia levado.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Alfred Kubin


Kubin nasceu em Litoměřice, Boêmia, que então era parte do Império austro-húngaro. De 1892 até 1896 estudou fotografia de paisagem com Alois Beer, aprendendo pouco. Aos 19 anos, ele tentou suicídio no túmulo de sua mãe. Um curto período no exército austríaco o fez ter um colapso nervoso. Entre 1898 e 1901, Kubin estudou na escola de arte Schmitt Reutte e na Academia de Munique.
Em 1902 começou a colaborar com a revista satírica Simplicissimus. Esse mesmo ano expõe em Berlim e publica a sua primeira recopilação de desenhos no ano seguinte. Produziu um pequeno número de pinturas ao óleo entre 1902 e 1910. Começaram a predominar na sua produção outras técnicas, o desenho com caneta a tinta chinesa tornou-se o meio favorito, também realizou aquarelas, e litografias. Viajava, sobretudo a Paris, e criou uma grande amizade com Franz Kafka. Em 1911 participou junto aos seus amigos Paul Klee e Franz Marc na exposição de Der Blaue Reiter.
No Expressionismo destacou-se pelas suas fantasias obscuras, espectrais e simbólicas (normalmente relacionadas por séries temáticas). Encontraram-se influências, especialmente nas suas obras iniciais, de artistas como Francisco de Goya, James Ensor e Max Klinger. Como Oskar Kokoschka e Albert Paris Gütersloh, Kubin compartilhou o talento para as artes plásticas com o literário. Ilustrou obras de Edgar Allan Poe, E.T.A. Hoffmann, Fiódor Dostoiévski, entre outros. É também autor de numerosos livros, o mais conhecido de eles é o seu romance Die Andere Seite (O outro lado ) (1909), uma distopia apocalíptica de atmosfera claustrofóbica e absurda, com reminiscências dos últimos escritos de Kafka. Este romance é considerado como uma das obras-primas da literatura fantástica em língua alemã; assim o qualificaram reputados autores, como Hermann Hesse que a situa a meio caminho entre Meyrink, Poe e Kafka.
De 1906 até a sua morte, levou uma vida retirada num castelo do século XII em Zwickledt. Kubin foi premiado com o prêmio do Grande Estado Austríaco em 1951, e com a condecoração Austríaca das Ciências e das Artes em 1957. Em 1938, após o Anschluss da Áustria, a Alemanha nazista declarou a sua obra "arte degenerada", mas ele conseguiu continuar a trabalhar durante Segunda Guerra Mundial.
Kubin foi uma influência determinante num dos cineastas mais inovadores e representativos do expressionismo: Murnau sentia fascinação pela obra de Kubin e em especial pelo seu uso irreal da luz. A magia de muitas das suas gravuras e desenhos está de fato na iluminação procedente de fontes de luz impossíveis e ilógicas. Numa cena do Fausto de Murnau é copiada literalmente uma das ilustrações do romance de Kubin "O outro lado": a casa da mãe de Margarita estranhamente iluminada pela noite. Algo similar ocorre numa cena da rua em Nosferatu, também cópia de outra ilustração do mesmo livro.
Pela sua capacidade onírica, Kubin foi considerado também de grande influência nos pintores surrealistas, entre outros em Salvador Dalí.







quinta-feira, 12 de abril de 2018

Eczema - retaliation

Álbum com variações de gêneros de ruído. As duas primeiras faixas exploram livremente samples com uma bateria caótica. Ainda trechos de viciados e algumas partes são cantadas. O disco é uma denúncia às populações colocadas às margens. 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Marmota - A margem

  Grupo de Jazz porto-alegrense. Trabalho de altíssima qualidade para quem gosta do gênero, o disco foi lançado em dezembro.
   Lançado em Dezembro/17, o segundo álbum da Marmota, A Margem,foi produzido em parceria com o estúdio Audio Porto,conta com sete composições autorais da banda, e é coroado por um sofisticado trabalho gráfico de Alice Oliveira e André Bergamin. O álbum não segue tendências: antes constitui, com suas influências, caminhos a serem margeados. Fundada em 2011, a Marmota é formada pelos músicos André Mendonça (baixo), Bruno Braga (bateria), Leonardo Bittencourt (piano) e Pedro Moser (guitarra). Em 2015 lançaram seu primeiro disco Prospecto, que recebeu cinco indicações ao Prêmio Açorianos.

Onde escutar:
iTunes: https://apple.co/2Gf0IUe

Spotify: http://spoti.fi/2DBvmtk
Deezer: https://www.deezer.com/br/album/51906912

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Sweet Desastre - Muzákna


  Sweet Desastre é uma dupla formada por Glauber Guimarães e Heitor Dantas. Muzákna (EP lançado pelo Sê-lo! Netlabel), uma trilha sonora para um filme expressionista imaginário (ou uma trilha sonora expressionista para um filme imaginário) possui 12 faixas gravadas entre abril e junho de 2017. 
   Há ecos aqui e ali de Tom Waits, música étnica, maquinário industrial, Zappa, música brasileira, música erudita de vanguarda e estética lo-fi.



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Aparelhagem Malk Espanca & Cabana Sarau Elétrico

Gravação fruto de um sarau com música de ruído. Poesia, sons esquisitos e gravação de campo. 

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Superalma Project

O Superalma Project (projeto Brasileiro de drone, música ambiente, “experimental”) lançou um novo videoclipe para a música "The Self-Disembowelment of God [Part V]” que será a quinta do vindouro álbum “Non-Genesis”. O álbum será lançado online no dia 27 de Outubro de 2018 pela Spheredelic Records (Alemanha) e também em cd e em fita k7 (futuro breve) na Loja Oficial do Superalma Project na Web (Bigcartel).

Sobre o Videoclipe:

"A Santidade em carne e sangue entregue ao movimento do eterno retorno dos sons e vontades do Mar. Ritmos, formas e intensidades da água: diferença e vida. A verdadeira vida. Aquela que abraça a morte como destino comum e ao mesmo tempo tão singular. O paradoxo do Amor à finitude. “Não querer nada de outro modo, nem para diante, nem para trás, nem em outra eternidade”, como os pés feridos do Cristo humanizado que se entregam aos beijos das ondas em ritmo erótico. A morte de Deus é a potência trágica de amar seu próprio destino."

Nietzsche, Friedrich (1974). "Ecce Homo", Porque sou tão esperto, § 10 (1888). In? Obras Incompletas. (Trad. Rubens Torres Filho). São Paulo: Abril Cultural, Os Pensadores. p.382.
Marcos Faunner, 13 de Outubro de 2017

-  De certa forma, este videoclipe sintetiza o conceito geral do álbum a ser lançado.

Apesar de tudo, este disco foi produzido nos primeiros dias da estiagem daquela (que parecia eterna) chuva do Porto / Portugal. ar de primavera, sol a pino, uma imagem em mente e sons proliferando de uma humilde estação de trabalho. Edmund Elias Merhige, Begotten, e a idéia de subverter a lógica bíblica da gênesis em uma não-gênesis. Há muito esta cena retornava aos meus pensamentos. Estamos em 2017, e os últimos acontecimentos alimentam a desesperança, Trump, Daesh, golpe de estado no Brasil, a Auto intitulada Alt-Right Norte-Americana. Sempre estivemos à mercê da própria sorte, não te dói a consciência? Diz Igor de Almeida.





+infos


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Os trabalhos de Tiago Malta entre 2013 a 2017

Trabalho que reúne os trabalhos de Tiago Malta entre 2013 e 2017. Tiago é um artista carioca que faz música eletrônica com manipulação de ruídos. 


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Obra-prima em LOE LOF LON meets Wayne Rex

Uma viagem intensa e altamente recomendável, guiada pela experimentação e a ruptura de barreiras sonoras.
O disco é um lançamento do Sê-lo! Netlabel em parceria com a Ferror Records (Espanha) e a MuteAnt Sounds Net Label (EUA).

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

As 18 Silenciadas


As 18 Silenciadas é uma obra de repúdio ao ato cometido por Diego Ferreira de Novais, que ejaculou em uma passageira em um ônibus em São paulo (Agosto
 de 2017) e repúdio ao Juiz José Eugênio do Amaral Souza Neto que o “liberou”.  Não aceitamos qualquer cultura de estupro e esses nomes não podem ser esquecidos, Nós não podemos aceitar tais decisões, queremos mais respeito!