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terça-feira, 22 de março de 2016

Afro Hooligans - eletrônica, mística e o sublime.

  Tive o prazer em vê-los ao vivo em 2014 acredite a apresentação do Afro Hooligans é algo que mexe com você. Tanto pelos ambientes sonoros que percorrem campos psicodélicos e mantras até chegarmos ao drone e paredes sonoras quase imutáveis podendo te levar ao transe.
    Corpo fundo lançado este mês é composto por seis faixas que percorrem gêneros como minimal, witch (talvez aqui entre uma curiosa conexão com xamanismo proposto pelo grupo) glitch, house e algumas coisas de ruído áspero sofisticado. Enfim, muito beats, saxofones, synths e osciladores.
     O disco pode ser baixado e escutado na íntegra. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

De volta pro futuro?

Guilherme Werneck
Ondas revivalistas acometem de tempos em tempos tanto a música popular quanto a erudita*. É um movimento natural. Querer agradar é da essência humana, e o caminho mais fácil para dar prazer ao maior número de pessoas ao mesmo tempo é evitar o risco. Daí o yin-yang entre conservadorismo e radicalismo em todo e qualquer campo das artes.
Porém, desde que comecei a gostar de música, a ouvir com atenção e estudar, nunca senti uma sensação tão grande de estagnação, de estar preso ao passado. Mesmo quando o artista tira a rede de segurança e se arrisca, o fio sobre o qual ele anda já foi pisado pelo menos um bom par de vezes por outros intrépidos equilibristas.
Essas pessoas são as que tratam o passado com respeito e criatividade. Pior é ter de conviver a todo minuto com a sobreposição mais comercial dos diferentes revivals dos mais diversos estilos. Todos ocorrendo simultaneamente em cenas underground e mainstream. Enfim, são as cópias das cópias que pululam nesta nossa redoma de naftalina.
A impressão é de que vivemos hoje no futuro imaginado por gerações anteriores e perdemos a perspectiva de nossas próprias utopias. Isso tem me intrigado mais do que qualquer outra coisa. Estamos revolvendo o passado, reciclando, copiando e recombinando por que? O que fez com que abandonássemos a vontade de olhar para a frente? Em que medida viver num presente perpétuo ancorado no passado gera uma espécie de disfunção narcotizante?
*odeio esse termo, acho pernóstico, mas é mais correto do que a inexatidão de “música clássica” e mais comunicativo do que composição moderna, meu preferido. Embora, no fundo, não haja mais razão suficiente para essa separação, a não ser mercadológica, mas isso é tema para outro post.
Tenho algumas hipóteses para responder a essas perguntas e pretendo apresentá-las em partes aqui no blog. Algumas são mais filosóficas, como a perda da noção de futuro como principal motor de inovação. Outras são bem práticas e factuais, como a falta de inovação genuína nos meios para fazer música e a mudança drástica que a internet, com seus 15 anos de vida comercial, imprimiu na distribuição e no consumo de música.
Este primeiro post olha para a questão do futuro, que vem sendo levantada de forma pontual na imprensa especializada há algum tempo. Ela aparece tanto no ótimo Fear of Music, livro de David Stubbs do ano passado que investiga a razão pela qual a arte moderna vingou no gosto popular e a música moderna não, e em dois livros recentes de Simon Reynolds, a coletânea de artigos Bring the noise e o estudo sobre o pós-punk Rip it up and start again. Os dois críticos, que começaram a escrever nos semanários ingleses de música nos anos 80 e orientaram suas carreiras perseguindo novidades, mostram-se intrigados com o fato de o futuro ter saído da pauta, depois de ser o principal motor do século XX.
A revolução do século XX
Indiscutivelmente, por trás da revolução vertiginosa pela qual passou a música ocidental no século passado havia uma constante: a idealização do futuro, ancorada em utopias na primeira metade do século e em distopias cada vez mais apocalípticas conforme os anos 1900 vão chegando ao fim.
Do trítono dissonante introduzido por Richard Strauss em sua ópera Salome no fim do século XIX – marco do começo da modernidade como coloca Alex Ross em o Resto É Ruído – até o baixo sintetizado e retorcido da Roland 303, que colocou em marcha a revolução musical e comportamental da eletrônica, a idealização do futuro se materializa de duas formas.
A primeira é a busca da originalidade, da inovação, de arriscar novas maneiras de expressão artística, usando os meios existentes ou, na falta deles, criando novos. Exemplos disso são a dissonância na música erudita, as notas fora de registro dos jazzistas, o diálogo dos compositores modernos com a cultura popular e suas escalas não temperadas, o uso do silêncio, dos gravadores de rolo para fazer colagens, as gravações de campo, as instalações sonoras, os happenings, a criação dos sintetizadores, a eletrificação dos instrumentos, o uso do ruído, do sampler e dos softwares de produção e edição musical.
O futuro como ideia
A segunda é menos palpável do que a primeira, e precisei de mais do que ter um par de ouvidos para percebê-la. É um desejo de interferir diretamente no futuro como ideia. Os três principais movimentos artísticos com impacto na música no começo do século XX, como descreve Stubbs, são o futurismo, o dadaísmo e o surrealismo. Os três, cada um à sua maneira, são projeções futuristas, construções utópicas para lidar com um presente opressor. Aí vale tanto a utopia de um mundo mecanizado e ordenado, no caso do futurismo, quanto o escapismo perante a opressão da guerra e dos regimes fascistas que informam o dadaísmo e o surrealismo. Um ouvinte atento percebe que esse balanço entre escapismo e construção pragmática do futuro perpassa toda a criação inovadora do século XX.
Dos três ismos, dois acabaram tendo mais impacto na música. O absurdo dos dadaístas está refletido na obra dos criadores mais inquietos com a própria ideia de música, e aí talvez os melhores exemplos sejam John Cage e o grupo Fluxus. O futurismo, por sua vez, deu uma das peças fundamentais da rebeldia musical: o manifesto A arte do ruído, do italiano Luigi Russolo. O texto futurista pode ser considerado uma fonte tanto para o uso do ruído na obra de um inovador como La Monte Young, quanto para toda a cena de noise na música popular, numa linha que vai do álbum Metal Machine Music, de Lou Reed, passa por Swans, Whitehouse e Merzbow nos anos 1980, até desembocar nessa leva contemporânea global de bandas como Wolf Eyes e afins.
É fácil traçar essas conexões. Menos óbvia, contudo, é a relação entre música e ideologia, e como ela se mostra fundamental na construção do conceito de progresso e de projeção futurista que atravessa todo o século XX. Quando  os EUA entravam na grande depressão, a música modernista de compositores como Aaron Copland trazia dois componentes claros: a afirmação do homem norte-americano e o desejo de transformar essa potência individualista – talvez o traço mais marcante da cultura do país – em um coletivo social, um sonho expresso como ingênua propaganda.
Na Alemanha, os compositores de vanguarda que não foram presos e mortos, acabaram forçados pelo nazismo a deixar seu país. Essa arte no exílio, produzida em grande parte nas universidades norte-americanas, é também essencialmente política e futurista. A permanência nos EUA de grandes mestres da composição como Arnold Schönberg foi fundamental para polinizar o ideal de um futuro da música evolutivo e não-melódico. E a música, aí, também se transforma em resposta ao terror e à opressão.
O mesmo ocorre na União Soviética de Stalin. Enquanto o governo tentava forjar uma música popular e populista, alguns dos principais compositores soviéticos, como o ambíguo Shostakovich, faziam oposição pelas brechas, sonhando com uma liberdade futura.
Mesmo quando as coisas derretem definitivamente depois da Segunda Guerra, e os artistas passam a experimentar com colagens, serialismo, eletrônica, eletro-acústica, happenings e notações próprias, há por trás dessas grandes inovações estéticas um jogo de forças criativo e político. França, Itália e Alemanha são os berços da eletrônica moderna. O estúdio-laboratório no sul da Alemanha onde Stockhausen criou suas primeiras obras foi financiado com dinheiro do Plano Marshall. Grupos experimentais italianos também eram financiados indiretamente com dinheiro norte-americano. Há, por baixo da benevolência e do cultivo de uma arte de ponta e abstrata, o desejo de lançar uma cortina de fumaça no passado. Para mim está claro que, pelo menos no caso da Alemanha, essa névoa tinha a função de embaçar o ideal estético wagneriano.
O pop toma a dianteira
As engrenagens da Guerra Fria são fundamentais para manter esse fio de tensão por quase toda a segunda metade do século XX. Tensão que só aumenta quando a música popular passa a ser tão desafiadora quanto a erudita, a partir da polinização cruzada que explode nos anos 1960.
Claro que essa tensão já aparece antes. Está no cheiro de jazz usado por Gershwin, nas notas fora do registro do bebop de Charlie Parker e Dizzy Gillespie, só para lembrar de casos notórios. Mas vejo algumas mudanças fundamentais nos anos 1960. As inovações do pós-guerra produziram uma música incômoda para a maior parte do público, esvaziando a importância popular do compositor erudito. Apesar disso, essas criações herméticas ganham o grande público através da música pop. Ela aparece no som dos Beatles, no do Velvet Underground e, sub-repticiamente, faz-se ouvir nas salas de cinema e na TV. É filtrada pela cultura pop que a música moderna volta aos ouvidos populares, mas a conexão não é óbvia.
Além disso, todo o marketing da juventude, construído nos anos 50, torna-se absolutamente dominante nos anos 1960. E, enquanto o rock soterra o jazz e a música clássica nas prateleiras das lojas de discos, ele não deixa de beber nas duas fontes. Não à toa,  esse rock mais radical, produzido de 1967 em diante, tem uma agudeza que casa com as revoluções políticas e comportamentais do fim da década. Quando aspira ao novo e busca os meios para inovar nas fontes modernas, torna-se naturalmente uma música capaz de expandir consciências e inocular visões subversivas do futuro.
Vejo esse movimento sempre como uma batalha entre transgressores e conservadores. O que não vejo, nesta época, é nenhuma das manifestações artísticas dos dois grupos ancoradas apenas no passado. Na linha da transgressão, temos o escapismo do jazz de vanguarda dos anos 60 – as viagens de ficção científica de Sun Ra, a religiosidade de John Coltrane, os jogos intelectuais de Cecil Taylor –, o escapismo psicodélico pós-Sgt. Peppers, e o mundo místico do nascente hard rock, que vai desembocar no universo de RPG do heavy metal. Todos esses movimentos são confrontados com as visões mais conservadoras, mas igualmente transformadoras, da música folk e de protesto. Mesmo quando Bob Dylan vai buscar inspiração em Leadbelly ou nas gravações da Folkways, o discurso que ele cria é absolutamente contemporâneo e tem a intenção de transformar o futuro.
A mesma coisa acontece nos anos 1970, com o escapismo masturbatório do rock progressivo e o hedonismo da disco. Está  até, de certa maneira, no pragmatismo do “No-Future” do punk, apesar das claras contradições políticas do movimento. Não dá para esquecer de que se há no punk um fetiche pela estética do choque, responsável pela volta, de forma absolutamente cretina, da simbologia nazi-fascista, há também toda a luta por igualdade de direitos e miscigenação racial defendida por punks esclarecidos, como os integrantes do Clash. E, da forma como entendo, o “No-Future” não é um pedido de volta ao passado, é antes parte fundamental de uma visão distópica do futuro, uma vontade de rebelar-se contra o presente e encontrar algo melhor em outro lugar, mesmo que isso pareça improvável.
No pós-punk, época em que comecei a gostar de música para valer, tudo fica ainda mais confuso. A experimentação de todo o tipo, que marca as diferentes ondas do pós-punk, tem claramente um subtexto apocalípitico. A visão de fim de mundo é alimentada pelo medo da bomba, pela chegada ao poder de regimes conservadores (Thatcher na Inglaterra, Reagan nos EUA), por uma atração pelo mundo deformado dos escritos de Ballard. O futuro,  mesmo torto e apocalíptico, parece melhor do que o presente da Guerra Fria e as condições sociais na Europa e nos Estados Unidos. É melhor sonhar, mesmo que se tenha apenas pesadelos.
O mais interessante nessa época é que discurso e prática se tornam indissociáveis. Basta pensar no dadaísmo da no wave, no futurismo de quadrinhos da new wave, na poesia concreta das primeiras bandas industriais e, pensando grande, no nascimento do hip hop. Sons e palavras harmonicamente dissociados, alargando as fronteiras da música pop para além do imaginável. Para mim, aí está o clímax desse pensamento de futuro.
Fim das utopias?
A queda do muro de Berlim marca o começo do fim dessa tradição de inovação que foi fundamental para me orientar a tentar sempre descobrir a coisa mais nova e diferente na arte. O fim da polarização entre socialismo e capitalismo, que desemboca na construção do presente perpétuo homogeneizante da globalização, acaba matando os sonhos de futuro pouco a pouco.
A última tensão realmente criativa, quase o último suspiro dessa época de inovação, vem da música eletrônica, nas suas mais diferentes variantes. Não só pela mudança comportamental que a acompanhou. Foi a última vez que tivemos novas ferramentas de produção musical a serviço de uma febre utópica. Ainda que seja uma utopia vazia, do corpo, sensorial, hedonista. A música eletrônica foi tão forte como linguagem que conseguiu até penetrar a carapaça do rock. O que é o pós-rock senão a testosterona roqueira grávida de beats e texturas?
Foi nos anos 1990 que tivemos a última grande oposição estilística. A eletrônica de um lado e o rock conservador de outro – de forma direta como no britpop ou travestido de novidade, como no grunge. A partir daí, há muita criação (pense em um Radiohead ou numa Björk) mas pouca inovação. Como me disse Simon Reynolds em uma entrevista em 2004, a inovação só virá se surgir uma nova tecnologia ou uma nova droga. Como elas não chegaram, estamos presos no futuro do pretérito.
Pop hipnagógico e assombrologia
Por incrível que pareça, para mim, o que surgiu de mais interessante nos últimos dois anos foram estilos que se conformaram com a ideia de estar preso ao passado. Um movimento interessante nesta época em que o colecionismo frenético toma o lugar do tempo para morar, entender e ser transformado por uma visão artística. Uma série de artistas bastante interessantes, que revolvem o passado com os olhos de hoje, são agrupados sob dois novos termos: pop hipnagógico e assombrologia (tradução mais corrente para a palavra hauntology, cunhada por Jacques Derrida em Espectros de Marx).
O pop hipnagógico bebe no pop mais comercial dos anos 1980 e na new age (daí a sonolência embutida no rótulo) para fazer uma música que oscila entre o kitch e o sublime.
Já a assombrologia trata da apropriação do passado como linguagem e fonte ao mesmo tempo, trabalhando a história da música dentro das não-fronteiras fantasmagóricas. É uma analogia à proposição de Derrida de que, a partir da queda do Muro de Berlim e da derrocada dos regimes socialistas, a assombrologia toma o lugar da ontologia de Marx.  Os ideais socialistas se mantêm difusos. Os novos pensadores têm de negociar também com os fantasmas de Marx. A utopia está dilacerada, e temos de nos contentar em tentar encontrá-la em manifestações do além-túmulo. Na música, isso se dá com a apropriação, remodelagem e reconstrução de velhas ideias, traçando novas rotas e caminhos.
Obviamente, tanto o pop hipnagógico quanto a assombrologia dão conta apenas de uma porção mais desafiadora da música de hoje, feita por gente como Oneohtrix Point Never, Pocahaunted (que infleizmente acabou neste ano), as quinhentas mil encarnações musicais de James Ferraro, The Focus Group, The Advisory Circle e Ariel Pink, só para citar alguns. Além deles, uma infinidade de músicos criativos fazem trabalhos brilhantes, mas não consigo nomear, de cara, nenhum inovador genuíno, ninguém que direcione seu olhar para o futuro, para a utopia, para o inexplorado.
Mas sou otimista, alguma coisa nova vai surgir para nos tirar dessa visão de presente perpétuo. Há de ter um caminho para trazer de volta a utopia. Por mais que seja confortável viver hoje com tudo à mão, de graça, às toneladas, ainda prefiro ser soterrado por uma ideia nova do que ter de rolar morro abaixo, desenfreado, catando cacos numa avalanche de velhas ideias.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

VII Fórum de tecnologia em software livre

O Evento
O Fórum de Tecnologia em Software Livre, FTSL, é um evento anual, sendo considerado o maior e mais importante evento de Software Livre de Curitiba e Região, e  tem como propósito a disseminação de novas tecnologias baseadas em Software Livre, bem como, a troca de experiências com as comunidades, universidades e empresas públicas e privadas, por meio de palestras, painéis/mesas-redondas e oficinas/minicursos.

Local de realização: Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Av. Sete de Setembro, 3165. Mapa do local

As atividades da programação estarão divididas em:

Apresentações Orais: apresentação de artigos científicos
Palestras: realizadas por acadêmicos, estudantes, profissionais do mercado, empresas, políticos e pensadores com o intuito de aprofundar os conhecimentos científicos, técnicos, mercadológicos, políticos e sociais do Software Livre e da Liberdade do Conhecimento;
Minicursos/Oficinas: ministrados por profissionais a fim de transmitir conhecimentos práticos de um determinado assunto por meio de treinamentos e capacitação;
Mesas-redondas/Painéis: contará com a participação de profissionais e estudiosos do temas,  qualificados e capacitados para conduzir as discussões de forma a incentivar o pensamento crítico dos participantes, visando a estimulação do debate sobre temas acadêmicos, tecnológicos e sociais relacionados ao Software Livre e a Liberdade do Conhecimento.

Mais informações você encontra AQUI

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Dia do Blender


 Em sua primeira edição O Dia do Blender Curitiba vem reunir os usuários do blender da cidade para discutir, aprender e se confraternizar. O evento contará com duas palestras pela manhã com usuários e profissionais que utilizam o blender para diversas finalidades em suas áreas de atuação e um workshop durante a tarde para aqueles que quiserem conhecer e se atualizar.

Programação do evento:
8:00 as 8:30 horas cadastramento

8:30 as 10:00 Palestra Elton "Velho Hippie" Ribeiro

O Blender e a tecnologia CNC
A palestra abordará a utilização do Blender para criação de modelos voltados à usinagem em máquinas CNC.
Elton "Velho Hippie" apresentará alguns trabalhos realizados em sua oficina de arte decorativa, técnicas e addons utilizados, bem como as particularidades e cuidados que devem ser tomados ao criar modelos que serão materializados.
Com a popularização das máquinas router, laser e impressoras 3D, o 'liquidificador' sai da tela do computador e invade o mundo real.

10:00 as 10:30 horas intervalo

10:30 as 12:00 horas Palestra Bruno Cornelsen

Bruno demonstrará o trabalho profissional da empresa MarryDolls que produz animações em 3D de personagens para casamentos criando animações personalizadas, baseadas nas histórias de vida do casal eternizando momentos marcante de suas vida de uma forma diferente.
http://www.marrydolls.com.br/


12:00 as 14:00 horas Almoço

14:00 as 18:00 horas Workshop de blender nível básico.

Ainda podem ocorrer alterações na programação mas é improvável que isso aconteça.

O Evento terá o excelente apoio da PUC-PR onde será realizado com a participação da Escola de Arquitetura e Design e acontecerá no Bloco 5, o Bloco Vermelho. O evento está aberto a toda a comunidade e terá início as 8 horas da manhã e terminará as por volta das 18 horas e é gratuito.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Oficina de eletrônica experimental no MuMA

Introdução à eletrônica aplicada a experimentos sonoros

Ministrante:

Lúcio de Araújo

Natureza do evento:

Iniciação (nível básico)

Número de vagas:

15 (quinze)

Público Alvo:

Interessados em arte, música, tecnologia e eletrônica

Data:

Sábado – 19 e 26 de outubro de 2013

Período:

Manhã e tarde

Horário:

8h às 12h e 14h às 18h

Local:

Laboratório do Centro de Arte Digital – Portão Cultural da Fundação Cultural de Curitiba

Ingresso:

Gratuito

Inscrição via telefone: 41-32294454

Total de encontros:

2 (dois)

Carga horária total do curso (horas aula):

16 (dezesseis) horas

Critérios para seleção dos participantes:

Idade mínima 12 anos. Não é necessário ter conhecimento prévio em eletrônica.

Descrição da atividade:

A oficina, de caráter introdutório, visa a construção de protótipos de instrumentos eletrônicos musicais de baixa voltagem. Para tanto, serão apresentados alguns componentes eletrônicos e controles básicos, que conforme organizados produzem diferentes sons. A manipulação e combinação desses aparatos eletrônicos resultam em criativos objetos sonoros.

Objetivo geral da atividade:

A Oficina de Eletrônica Musical tem por objetivo a experimentação musical a partir da construção de instrumentos eletrônicos analógicos, elaborados por componentes eletrônicos, controles e objetos.

Objetivos especificos da atividade:

- Conhecer e construir alguns circuitos básicos voltados à produção musical (oscilador, gerador de ruído, sequenciador, amplificador, misturador, filtros, etc);
- Conhecer procedimentos básicos na elaboração de protótipos de instrumentos musicais eletrônicos;
- Compreender a usabilidade dos diferentes componentes eletrônicos;
- Conhecer os códigos e esquemas da eletrônica básica;
- Desenvolver projetos de instrumentos musicais eletrônicos;
- Praticar a improvisação musical;
- Estimular a pesquisa musical e eletrônica;
- Refletir sobre os processos de áudio, eletrônica e luthieria;
- Conhecer a usabilidade das ferramentas básicas de eletrônica;
- Se divertir;

Referências Bibliográficas:

ANDERTON, Craig. Electronic projects for musicians. 1992.
ANDREY, João Michel. Eletrônica básica: teoria e prática. São Paulo: Ridel, 1999.
BERTINI, Luiz. Eletrônica Básica. Editora Antenna Edições Técnicas. 2008.
COLLINS, Nicolas. Handmade electronic music : the art of hardware hackin. 2006.
GHAZALA, Reed. Circuit-bending: build your own alien instruments. 2005.
MIMS III, Forest M. Getting started in electronics. 1994.

domingo, 7 de abril de 2013

Ouvindo através do ruído: a estética da Música Eletrônica Experimental


"Uma reflexão bem escrita, detalhada, e embora provocante sobre a natureza de uma grande variedade de música eletrônica contemporânea e trabalhos experimentais, gêneros, e as teorias da percepção e de escuta que as conecta." Um livro para ver este multiverso mundo conhecido como música eletrônica e suas vertentes com um olhar renovado. AQUI!

domingo, 31 de março de 2013

Resistência, Libertação tecnológica e Direitos Humanos na Era Digital



Este livro explana as estratégias, técnicas, questões jurídicas e as relações entre atividades de resistência digital, ações da guerra de informação, libertação da tecnologia e direitos humanos. Ele estuda o conceito de autoridade na era digital e dá atenção particular nas ações dos chamados dissidentes digitais. Indo para a diferença entre Hacking e crimes virtuaisbem como conceitos de hacktivismo, a guerra de informação entre estados, uma nova forma de política (como movimentos de dados abertos, transparência radical, crowd sourcing e "Revolução Twitter"), e também o hacking de sistemas políticos e tecnologias do estado. O livro também traz luz à proteção de direitos humanos nos países com regimes opressivos. 
AQUI!


Observação: Aproveito e deixo a dica de explorarem este sítio http://cryptome.org/ é muita documentação, muitos arquivos mostrando a latrina política.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Do analógico ao digital: o longo caminho da experiência com a música


Há quem pense que não há, na história da música, revolução maior do que o formato digital. Mas do analógico ao digital, muita história se passou. Para isso, é preciso voltar bem atrás no tempo, em meados do século XIX, um tempo em que a música exigia a espera do evento que iria acontecer, quando a única possibilidade de experienciá-la era assistir uma orquestra que estaria na cidade. Exigia também silêncio, atenção, os ouvidos ficavam atentos tanto quanto os olhos, e o que se levava para casa eram apenas a memória e os sentidos.

A primeira invenção capaz de gravar e reproduzir o som e, consequentemente, de possibilitar a audição doméstica da música, foi criada em 1877, por Thomas Alva Edison (1847-1931), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O aparelho foi batizado de phonograph, que poderia ser traduzido por fonógrafo, e consistia num cone em cujo vértice era colocada uma membrana ou diafragma com uma agulha no centro e um cilindro metálico ligado a uma manivela que, acionada manualmente, fazia o cilindro girar com o propósito de gravar ou reproduzir um som. É o período dos cilindros, denominado por pesquisadores, como Eduardo Andrade, professor do curso de música do Instituto de Artes da Unicamp, como “período acústico mecânico”. Ou seja, intervenção elétrica zero.

O disco, na forma circular como conhecemos, hoje apelidado carinhosamente de “bolachão”, foi criado em 1887 por um imigrante alemão, Emile Berliner, e era tocado pelo gramofone, aparelho construído por Eldridge R. Johnson e que tinha um motor helicoidal. No início, era feito de goma-laca, uma secreção vegetal importada da Ásia. Caros, pesados e frágeis, os primeiros discos variavam de 60 a 120 rpm (rotações por minuto). Com o tempo, essa disparidade de velocidades logo caiu para um intervalo entre aproximadamente 76 e 82 rpm. E por volta de 1910, a Victor Talking Machine Company, antecessora da RCA Victor, adotou o 78 rpm como a velocidade padrão, e essa foi adotada por toda a indústria de discos. Os 78 rpm eram fabricados em sete polegadas de diâmetro e comportavam no máximo uma música de cada lado.

Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão corta o suprimento de goma-laca que ia para os Estados Unidos e a indústria fonográfica se vê obrigada a buscar outros materiais. O vinil, um plástico térmico muito mais leve e resistente que a goma-laca, foi o material escolhido e trazia uma nova vantagem sonora: estava totalmente apropriado à descoberta da gravação por microssulco (microgroove), entalhes de tamanho menor na superfície do disco. Em 1949, a RCA lança o disco de 45 rpm e um toca-discos especialmente desenhado para reproduzi-lo. Tal invenção só não fizera mais sucesso porque coexistiu com a chegada do disco de 33 1/3 rpm, que recebeu o nome de LP, do inglês long play, lançado em 1948 pela Columbia, e que se popularizou nos anos 1950 e 1960.

O LP foi, sem dúvida, a grande revolução musical da primeira metade do século XX. Com o advento do LP, o evento da audição musical passou a acontecer no ambiente doméstico. “O som ficava no meio da sala. Você comprava um disco do Chico Buarque, vinha o vizinho, vinha o amigo, ouvia-se o disco todo, um lado, depois o outro, discutindo o disco, acompanhado por uma bebida, era um evento. Tinha a coisa do fetiche da mercadoria, era um ritual”, conta o DJ Paulão, pesquisador e produtor musical, dono de uma respeitável coleção de discos. A denominação, long play, que abandona a referência técnica das rotações por minuto, diz tudo: o disco permite um maior armazenamento de informações em cada lado, passando a comportar muito mais músicas. De acordo com o jornalista Leonardo De Marchi, no artigo “A angústia do formato: uma história dos formatos fonográficos”, publicado na revista eletrônica e-compos, da Universidade Federal Fluminense, fruto de sua pesquisa sobre a indústria fonográfica independente e novas tecnologias de comunicação, o nome long play sugere uma “nova experiência de consumo sonoro, temporalmente ‘alongada' em relação aos formatos anteriores”, e é, a partir de então, o preferido pelo grande público e pela indústria fonográfica.

À medida que houve melhora da alta fidelidade da gravação, da durabilidade do material suporte em que o som era gravado (vinil) e da possibilidade de portar esse som, aumenta também o consumo, e é nos anos 1960 e 1970 que se tem um boom comercial na venda de discos. Nesse sentido, o padrão de consumo do LP merece atenção. A capa, com um grande volume de informações sobre o álbum e trabalhada com um requinte gráfico cada vez maior, coloca o disco na mesma categoria de valores do livro. “Com o surgimento da estética do álbum, os discos passam a ser vistos como obras de arte em si. O LP passa a ser consumido como livros, ou seja, um suporte fechado, passível de coleção em discotecas privadas – com status de objeto cultural, afinal julga-se a cultura musical de uma pessoa pela discoteca que possui”, afirma De Marchi.

Mas os anos de glória do LP, que não foram poucos, estavam prestes a ter um fim. Em 1983, surge um novo suporte, o compact disc ou CD, feito de alumínio, menor e mais leve do que um LP e com capacidade para armazenar aproximadamente 70 minutos de música. Está inaugurada a era digital, que tem como características praticidade e portabilidade: fácil de gravar, fácil de reproduzir, fácil de carregar.

A fita magnética já havia trazido as mudanças para o estabelecimento dessa nova fase. Criado bem antes, em 1935, o princípio magnético revolucionou os métodos de gravação em estúdio. “Não apenas as fitas magnéticas eram o suporte adequado às inovações tecnológicas como também eram maleáveis, podendo ser cortadas e editadas, criando novas técnicas de manipulação sonora no estúdio”, conta De Marchi. E trouxe, também, transformações no consumo da música: a possibilidade de se carregar o som no corpo, de ouvi-lo ao andar pelas ruas, com o surgimento da fita cassete e do walkman.

Com o CD, o princípio da portabilidade é o mesmo, o produto é inclusive mais delicado do que as fitas cassetes e exige um cuidado maior para se carregar. Mas a qualidade sonora do CD em relação à fita cassete carimbou a inovação do disc man, que se disseminou rapidamente em poucos anos. Também de forma rápida se deu a adoção da tecnologia no ambiente caseiro: em poucos anos, os aparelhos de som à base de madeira e aço que comportavam toca-discos foram substituídos por aparelhos mais modernos, feitos de plástico, com um CD player. Melhor dizendo, não havia opção: em menos de dez anos, não era mais possível comprar um aparelho de som para uso doméstico que tocasse LPs. Enquanto isso, coleções de discos eram colocadas no lixo por milhares de famílias e as fábricas de vinil foram desaparecendo. Foi a ditadura do CD.

A era da informação digital 

Não duraria muito tempo esse sucesso. Menos ainda do que o vinil foram os anos de glória do CD. A nova fase estreia com a chegada do motion picture expert group-layer 3, ou MP3. Totalmente popularizado nos dias de hoje, o MP3 é um arquivo compacto (1/12 do formato wav do CD) para transferência de dados. Em termos de indústria fonográfica, entramos na era da mobilidade da informação, que não está mais fechada em um suporte material. Como afirma DJ Paulão, “o digital é o imaterial. Você cria meios de acessar, mas o invólucro da música nem existe”.

É exatamente disso que se está falando. Como aponta De Marchi, “com os formatos virtuais – que não se restringem ao MP3 –, o próprio padrão de consumo se altera. Ao invés de se restringir a um objeto em si, surge um consumo diretamente on-line, transformando a gravação sonora numa informação transferível de suportes (do CD para um HD, para o iPod, para o CD, por exemplo). Isso significa que o formato fonográfico físico tornou-se uma tecnologia para armazenamento da informação, não mais um símbolo cultural em si, como o LP. Mais do que isso, com a convergência tecnológica, o consumo sonoro se expande por diversos meios de comunicação, abrindo o mercado fonográfico a outros setores industriais – empresas de telefonia, por exemplo”.

Se a pirataria, que já era possível desde o aparecimento da fita cassete, tomou proporções exorbitantes com a digitalização do processo de gravação e reprodução e a popularização do computador no começo dos anos 1990, seu espaço agora estava ainda mais garantido: o padrão de consumo da música passou por uma nova transformação, a possibilidade de acesso direto, sem mediações nem custo, aos arquivos digitais pela internet. “Essa facilidade tinha que ser vista pela gravadora como um convite à pirataria”, afirma enfaticamente DJ Paulão. Para ele, a maior responsabilidade da queda de vendas do CD é das próprias gravadoras. “Se o preço de consumo de um CD fosse bem mais em conta, desestimularia a indústria da pirataria e animaria as pessoas a investirem no artista. Só para dar um exemplo em reais, se o disco fosse algo em torno de R$ 8 e o disco pirata saísse a R$ 6 – porque, além do custo de produção, o vendedor também tem que ganhar –, dificilmente o cara iria se envolver na pirataria. A pessoa não vai piratear a R$ 6, algo que é legal, regular a R$ 8. Então, essa falta de visão da gravadora fez com que a pirataria ocupasse muito espaço e, a partir do momento em que ela está estabelecida, não tem mais volta”, completa.

Uma opção ao combate à pirataria tem movimentado o mercado na internet: a compra de músicas online. A Apple, fabricante do mais popular tocador de MP3, o iPod, desenvolveu recentemente um software de reprodução de áudio, o iTunes, compatível com computadores e sistemas operacionais utilizados comumente e que contém um componente, o iTunes Store, pelo qual os usuários podem comprar arquivos de mídia digital, como músicas. Alguns artistas e bandas, inclusive, têm lançado suas músicas na web para compra online em vários países. No Brasil, Roberto Carlos lançou pela primeira vez na web, em dezembro do ano passado, a canção “A mulher que eu amo”, tema da novela Viver a vida, da Rede Globo.

Mas para que comprar uma música na internet se é tão fácil encontrá-la para “baixar” gratuitamente? Essa é uma pergunta que muitas pessoas fariam hoje. Para DJ Paulão, é o que evidencia a mudança da relação com o trabalho do artista provocada pelo fácil acesso digital às obras e pelo alto custo dos originais em CD. “A relação com o artista se perdeu, a pessoa que consome o produto hoje não pensa em investir no artista, isso está muito distante”, comenta. Por esse motivo, existe uma tendência cada vez maior de disponibilização do trabalho pelo próprio artista. O maranhense Zeca Baleiro, por exemplo, tem lançado gratuitamente algumas de suas produções em seu site oficial.

Outra tendência são os sites de relacionamento entre artistas, utilizados cada vez mais para lançarem seus trabalhos e que oferecem espaço para postagem de composições próprias, release, fotos e comentários de “amigos”. DJ Goya, pesquisador e produtor musical em Campinas (SP), teve uma carreira breve e faleceu em dezembro de 2008. Mas é possível que sua filha, Clara, que não chegou a conhecer o pai, além de outros usuários da web, possam tomar contato com parte de suas produções graças ao Myspace, um dos sites de relacionamentos mais acessados em todo o mundo. Ao lado dele, existem outros, como o Last.fm e, mais recente, o Soundcloud.

Decadência das gravadoras – o retorno do vinil  

Não é mais possível viver com lucro de CDs hoje em dia. Os artistas são pagos basicamente pelos shows que apresentam. Mas, com a queda de vendas das gravadoras, elas acabam escolhendo produzir apenas o que é sinônimo de lucro garantido, os campeões em audiência, rejeitando muitos artistas e gerando uma classe de “órfãos” de gravadoras. Essa situação, ao lado de toda a facilidade de acesso ao desenvolvimento tecnológico digital, tem feito aumentar o número de estúdios de gravação independentes e, graças a isso, muitos artistas têm conseguido penetrar no cenário da música.

Além disso, existe atualmente um interesse muito grande por parte de um número crescente de artistas em lançar sua obra em vinil. “O vinil, eu não sei se é o futuro, mas o CD não é”, responde taxativamente DJ Paulão. “O vinil não é um formato que estimula a pirataria. A aparelhagem de vinil para a pirataria é muito cara. Não é barato, nem tão simples quanto a produção de um CD. A produção de CD é desburocratizada, você seleciona, baixa, queima e pronto. O vinil, neste momento, está enterrando o CD, porque o CD simplesmente como proposta comercial não contempla mais”, conclui.

Apesar de ter sofrido um golpe nos anos 1980, o vinil não desapareceu e manteve uma classe de fãs e colecionadores. Entre eles, estão os DJs. Mesmo no universo da música eletrônica, que é composta e gravada através do formato digital, o número de DJs que defendem o uso do vinil é bastante grande. É o que mostra o trabalho de Pedro Peixoto Ferreira, apresentado na 24ª Reunião da Associação Brasileira de Antropologia, em 2004, cujo título é bastante esclarecedor: “Analógico ou digital: a politização nos discursos dos DJs”. Analisando fóruns de discussão virtuais frequentados pelos profissionais, Ferreira aponta duas naturezas diversas e imbricadas no discurso de argumentação dos DJs: uma ligada à estética que esse suporte proporciona, outra de natureza técnica. A questão de ser mais bonito um DJ tocar vinil, das mixagens serem mais “calorosas” em contrapartida à “frieza” do CD, são alguns dos argumentos estéticos que aparecem em suas falas. Entre os argumentos técnicos estão a segurança proporcionada pelo vinil no processo de mixagens, ao contrário do CD, que é um meio inseguro; o fato de ser uma mídia física e proporcionar uma “materialidade imediata” ao uso das mãos e dos olhos, contra a invisibilidade do que está sendo tocado em um CD ; a possibilidade de se atingir efeitos sonoros que dependem da materialidade do vinil, que os torna mais reais do que as simulações digitais “não convincentes” e a impossibilidade do meio digital em atingir frequências mais graves, ou “subgraves”, tão importantes aos ouvidos na opinião dos fãs do vinil.

Esse último argumento técnico é, geralmente, o mais citado entre os colecionadores e amantes desse suporte. O digital, como diria DJ Paulão, “sempre vai ser uma maneira de copiar o analógico. O analógico é nossa voz, é o instrumento da maneira como a gente ouve, é um comportamento de onda. O digital são quadradinhos que imitam a onda. Tecnologicamente, cada vez mais os quadradinhos estão menores e a cópia cada vez mais perto da onda, mas nunca vai ser a onda”. É o que explica Ferreira em seu artigo, que traz imagens ampliadas dos sulcos em um disco de vinil e das micro-covas de um CD, mostrando a diferença entre eles. “Não se trata de uma disputa meramente simbólica. Enquanto a gravação analógica é realizada através da transdução do som, a gravação digital é realizada através da sua codificação. A diferença não é superficial e interfere infra-estruturalmente na experiência sonora”, explica o pesquisador. “Na transdução, há sempre uma abertura para o caos, para o imprevisto, para o indeterminado, ao passo que a codificação se define justamente pela organização e pelo controle dos processos. A principal consequência dessa codificação é a necessária eliminação de todas aquelas dimensões sonoras que não podem ser controladas e organizadas, de tudo o que não cabe na ‘grade' da digitalização”, complementa.

Fonte: Luciana Palharim, Com ciência. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dois Bits


Este é um livro sobre Software livre, também chamado software Open Source, e é destinado a qualquer pessoa que deseja entender a importância cultural do Software Livre. Dois Bits explica como Software livre funciona e como ele surgiu juntamente com a internet como uma técnica e forma social. Compreender o Software Livre em detalhes é a melhor maneira de entender várias mudanças, controversas e confusões relacionadas à internet. O livro também expande o assunto ao mundo da música, filme, ciências. Em inglês. 

sábado, 18 de agosto de 2012

The Forrest Mims Engineer's Notebook

Livro extremamente interessante e didático, cheio de ilustrações feito à mão de circuitos eletrônicos (como na imagem ao lado). Segundo o autor todos os circuitos foram testados. O livro ainda contém noções básicas de eletrônica, dicas de como substituir componentes e modificar projetos.

The Forrest Mims Engineer's Notebook



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A arte da eletrônica

Informalmente, ele é chamado de “a bíblia da eletrônica”. “A arte da eletrônica” é amplamente reconhecido como o texto oficial e referência em design de circuitos eletrônicos. O livro revolucionou a forma de produtos eletrônicos de ensino. É coautoria de Paul Horowitz e Hill Winfield. Sua primeira edição foi lançada em 1982, enquanto a edição revista veio em 1989. A primeira edição vendeu mais de 125 mil cópias no mundo todo e foi traduzido para oito idiomas.
Um livro ideal para iniciantes e uma referência indispensável na eletrônica para engenheiros, cientistas, profissionais, amadores e para todos aqueles que trabalham com circuitos eletrônicos.
Com mais de 1000 páginas, este livro cobre todas as áreas de design de circuitos eletrônicos analógicos e digitais, de corrente contínua de base, corrente e resistência, para filtros ativos e osciladores, a eletrônica digital, incluindo microprocessadores e interface de barramento digital. O livro também discute as áreas muitas vezes negligenciadas, tais como técnicas de design de alta velocidade, aplicações de baixa potência e alta freqüência. Embora o texto é denso de informações o tom intimista usado torna facilmente compreensível e mais acessível.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Oficina de eletrônica experimental

A Orquestra devolts está de volta. Desta fez serão três sábados sequenciados em que faremos uma introdução eletrônica voltada para experimentos sonoros. A oficina será mediada pelos cientistas nômades Lúcio e Glerm.

Datas:
Sábado 18.08.12
Sábado 25.08.12
Sábado 01.09.12
Sempre começando 3 horas da tarde e indo até 17 horas.

Local: Bicicletaria cultural, rua presidente faria, 226, Curitiba-Pr

Quanto: inscrições gratuitas no email: organismo@gmail.com ou 41-31530022

O que posso aprender indo? Coisa para caralho no esquema Do it yourself (faça você mesmo).

Ligação: http://orquestra.devolts.org/

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Build Your Own Alien Instruments

Na década de 60 Reed Ghazala estava interessado em possuir um sintetizador para fazer música. No entanto, o garoto de apenas 15 anos não tinha grana para adquirir um. Foi assim que, desmontando seus brinquedos eletrônicos, nascia o que se chamou Circuit Bend. Técnica que utiliza o hack para modificar circuitos e, muitas vezes, atingir resultados inesperados. Hoje o Circuit Bend é muito popular no mundo inteiro. No Brasil temos por exemplo, os notórios Cristiano Rosa (panetone) e Ricardo Brazileiro, que vivem dando oficinas em vários lugares do país. 
Este livro é um pouco desta história toda. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Livro: Handmade Electronic Music


Livro essencial e didático para quem quer se aprofundar em música eletrônica e tem interesse em fazer experiências com circuitos. Nicollas Collins há anos vem desenvolvendo trabalhos na seara eletrônica voltada à música. ALTAMENTE RECOMENDADO para conhecer um pouco da história da música, da física, circuit bent, etc. 
Vai nessa mano: Handmade Electronic music