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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Alfred Kubin


Kubin nasceu em Litoměřice, Boêmia, que então era parte do Império austro-húngaro. De 1892 até 1896 estudou fotografia de paisagem com Alois Beer, aprendendo pouco. Aos 19 anos, ele tentou suicídio no túmulo de sua mãe. Um curto período no exército austríaco o fez ter um colapso nervoso. Entre 1898 e 1901, Kubin estudou na escola de arte Schmitt Reutte e na Academia de Munique.
Em 1902 começou a colaborar com a revista satírica Simplicissimus. Esse mesmo ano expõe em Berlim e publica a sua primeira recopilação de desenhos no ano seguinte. Produziu um pequeno número de pinturas ao óleo entre 1902 e 1910. Começaram a predominar na sua produção outras técnicas, o desenho com caneta a tinta chinesa tornou-se o meio favorito, também realizou aquarelas, e litografias. Viajava, sobretudo a Paris, e criou uma grande amizade com Franz Kafka. Em 1911 participou junto aos seus amigos Paul Klee e Franz Marc na exposição de Der Blaue Reiter.
No Expressionismo destacou-se pelas suas fantasias obscuras, espectrais e simbólicas (normalmente relacionadas por séries temáticas). Encontraram-se influências, especialmente nas suas obras iniciais, de artistas como Francisco de Goya, James Ensor e Max Klinger. Como Oskar Kokoschka e Albert Paris Gütersloh, Kubin compartilhou o talento para as artes plásticas com o literário. Ilustrou obras de Edgar Allan Poe, E.T.A. Hoffmann, Fiódor Dostoiévski, entre outros. É também autor de numerosos livros, o mais conhecido de eles é o seu romance Die Andere Seite (O outro lado ) (1909), uma distopia apocalíptica de atmosfera claustrofóbica e absurda, com reminiscências dos últimos escritos de Kafka. Este romance é considerado como uma das obras-primas da literatura fantástica em língua alemã; assim o qualificaram reputados autores, como Hermann Hesse que a situa a meio caminho entre Meyrink, Poe e Kafka.
De 1906 até a sua morte, levou uma vida retirada num castelo do século XII em Zwickledt. Kubin foi premiado com o prêmio do Grande Estado Austríaco em 1951, e com a condecoração Austríaca das Ciências e das Artes em 1957. Em 1938, após o Anschluss da Áustria, a Alemanha nazista declarou a sua obra "arte degenerada", mas ele conseguiu continuar a trabalhar durante Segunda Guerra Mundial.
Kubin foi uma influência determinante num dos cineastas mais inovadores e representativos do expressionismo: Murnau sentia fascinação pela obra de Kubin e em especial pelo seu uso irreal da luz. A magia de muitas das suas gravuras e desenhos está de fato na iluminação procedente de fontes de luz impossíveis e ilógicas. Numa cena do Fausto de Murnau é copiada literalmente uma das ilustrações do romance de Kubin "O outro lado": a casa da mãe de Margarita estranhamente iluminada pela noite. Algo similar ocorre numa cena da rua em Nosferatu, também cópia de outra ilustração do mesmo livro.
Pela sua capacidade onírica, Kubin foi considerado também de grande influência nos pintores surrealistas, entre outros em Salvador Dalí.







quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Pankhurst

Pankhurst foi a líder das sufragistas que pertenciam ao Women’s Social Political Union (WSPU) e popularizaram o dito "Fatos, não palavras", apostando no feminismo radical para conquistar o direito ao voto feminino. Elas radicalizaram o discurso pacifista e de diálogo do final do século XIX para queimar casas abandonadas, quebrar vitrines e realizar protestos nos portões do Parlamento e de Downing Street. Em maio de 1914, um grupo se aproximou do palácio do rei para pedir seus direitos. Quase alcançaram a grade, mas a polícia as interceptou e prendeu as que pôde, entre elas Pankhurst. 



Fonte: El País. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Mário Baril - arte mista e digital

Abstração e necromancia II - Digital.

Fim de ritual II. Digital painting. Study for an acrylics painting

Mummified remains of three birds, salt and acrylics.

Necromancia - Mixed Media and digital art.

Necromancia II - digital art

Mais info: aqui

domingo, 27 de abril de 2014

Cultiriba

O primeiro festival cover de bandas ruins mais artistas mainstream do Criança Esperança foi um sucesso na cidade modelo de ignorância. 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

365 dias

Esta exposição foi criada pelo artista Aki Onda e exposta no Teatro Odeón em Bogotá. Ela chama-se "Cassette Diaries" e consiste em 365 fitas organizadas como um calendário.  Todas as fitas contém sons gravados por Onda durante um ano. 



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Cidadão de bem.

Cidadão de bem é um termo recorrente na mídia moralista brasileira e, consequentemente, em alguns cidadãos estruturados sob uma base de valores para lá de duvidáveis. Cidadão de bem foi um jornal criado pela organização de extrema direita e racista estadunidense Klux Klux Klan. Isto não é mera coincidência, geralmente gente que proclama ser "cidadão de bem" são gente da pior espécie. 




terça-feira, 22 de outubro de 2013

Uma imagem representando milhares de vozes

Público.pt
“O dedo fala por si”. A afirmação, ao New York Times, do artista plástico responsável pela escultura polémica, David Cerny, deixa perceber a irritação que se sente entre os checos em relação ao seu Presidente Milos Zeman e aos partidos políticos que se apresentam a eleições na sexta-feira e no sábado.

Cerny, conhecido pela irreverência das suas obras, explica que “este dedo está apontado directamente ao castelo político”. “Depois de 23 anos, estou horrorizado com a hipótese de os comunistas poderem voltar ao poder e que Miloš Zeman os esteja a ajudar”, afirmou o artista ao NYT.

domingo, 13 de outubro de 2013

Polícia suburbana

Lima Barreto - Correio da Noite, Rio, 28-12-1914

Noticiam os jornais que um delegado inspecionando, durante uma noite destas, algumas delegacias suburbanas, encontrou-as às moscas, comissários a dormir e soldados a sonhar.
Dizem mesmo que o delegado-inspector surripiou objetos para pôr mais à mostra o descaso dos seus subordinados.
Os jornais, com aquele seu louvável bom senso de sempre, aproveitaram a oportunidade para reforçar as suas recla­mações contra a falta de policiamento nos subúrbios.
Leio sempre essas reclamações e pasmo. Moro nos subúrbios há muitos anos e tenho o hábito de ir para a casa alta noite.
Uma vez ou outra encontro um vigilante noturno, um policial e muito poucas vezes é-me dado ler notícias de cri­mes nas ruas que atravesso.
A impressão que tenho é de que a vida e a proprie­dade daquelas paragens estão entregues aos bons sentimentos dos outros e que os pequenos furtos de galinhas e coradouros não exigem um aparelho custoso de patrulhas e apitos.
Aquilo lá vai muito bem, todos se entendem livremente e o Estado não precisa intervir corretivamente para fazer res­peitar a propriedade alheia.
Penso mesmo que, se as coisas não se passassem assim, os vigilantes, obrigados a mostrar serviço, procurariam meios e modos de efetuar detenções e os notívagos, como eu, ou os pobres-diabos que lá procuram dormida, seriam incomodados, com pouco proveito para a lei e para o Estado.
Os policiais suburbanos têm toda a razão. Devem continuar a dormir. Eles, aos poucos, graças ao calejamento do ofício, se convenceram de que a polícia é inútil.
Ainda bem.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Curityba - duas imagens.

Do livro Lembranças do Brasil: as capitais brasileiras nos cartões-postais e álbuns de lembranças.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

"O Ruído da Rua penetra dentro de Casa"

Eva Afonso
Umberto Boccioni


         Boccioni transmite o movimento da rua: a energia dos operários a trabalhar nas obras empurra as casas para as extremidades do quadro, fazendo com que o espaço e a arquitectura se partam em pedaços, o que cria uma perspectiva original.
       Além do movimento Boccioni  quis também transpor para a tela o ruído, intitulando-a mesmo "O Ruído da Rua penetra dentro de Casa". Ao observar este quadro quase conseguimos ouvir os cascos dos cavalos a galopar na calçada, as pedras a saltar das pás dos trabalhadores, os martelos a bater, as donas de casa, debruçadas nas varandas, a chamar alguém que passa na rua. O ruído percorre a tela, tornando-se "visível".
          Os futuristas tinham um grande fascínio pela técnica e pela velocidade e acreditavam que o homem dispunha, a partir daí, dos meios necessários para transformar o mundo.
Boccioni morreu durante a 1ª Guerra Mundial, muitas das esperanças num futuro melhor foram destruídas para esta geração.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ruído e surrealismo

Duchamp ao lado da sua esposa Teeny tocando xadrez eletrônico em 1968 com John Cage.